Uma pergunta que reverbera bastante em conversas e debates feministas é “o seu feminismo inclui TODAS?” afinal, a luta é contra a opressão das mulheres, independentemente de cor, idade ou localização geográfica: toda e qualquer mulher está inclusa. A batalha contra o machismo e o patriarcado é por e para todas. Da faxineira até a empresária.
Mas como dialogar com diferentes mulheres, sobre o que é ser mulher?

Embora cada uma tenha sua vivência e suas especificidades, as pressões sobre nós começam bem cedo, quando somos apenas crianças. O assunto pode parecer complexo, principalmente para ser abordado logo na infância. Mas a boa notícia é que agora teremos uma ótima opção de material para ajudar a ter essa conversa com meninas que estão na fase da escola.

Livro ilustrado financiado coletivamente aborda imposições de gênero na infância

Nada como um bom material visual didático para auxiliar na árdua missão de educar crianças, em um mundo dominado pelos estereótipos de gênero.

“Quando descobri que era menina”, organizado por Bel Pardal e Carol Sartori, busca uma nova perspectiva do que é ser menina e formas de lidar com isso. A partir de suas próprias vivências, as autoras abordam questões em torno do que é ser menina, estimulando a quebra de padrões de forma acessível e muito colorida!

A HQ “Quando Descobri Que Era Menina” conta histórias de meninas, para meninas.

“Ainda quando novas, há um momento em que deixamos de ser crianças e passamos a ser meninas ganhando responsabilidade, proibições e expectativas que nos colocam dentro da caixinha desse gênero.”

Esse momento crucial na vida de todas as garotas uniu Bel e Carol, com Carolina Trezena, Cinthia Saty, Fernanda Montoni, Flávia Borges, Maria Rigon, Rafa Villela e Van Falcão, para criar uma obra muito bonita. Olha só:

tirinha de 4 quadros, o primeiro uma garota negra brinca de boneca, o segundo uma garota de rabo de cavalo joga futebol, no terceiro quadro uma garota canta para ursos de pelúcia e no quarto uma garota de vestido azul joga video game.

A HQ contará com 72 páginas, abordando temas como representação, culpabilização, feminilidade e liberdade na infância e, embora seja voltado ao público infantil, é indicado para todas as idades.

Um fato interessante é que quem viveu a história NÃO é quem a ilustra. Elas trocaram suas histórias entre si e uma ilustra a vivência da outra. Isso, de acordo com as organizadoras, é uma forma de ressaltar a força que a troca de experiências tem em nossas vidas.

O projeto estava em financiamento coletivo no CATARSE, na modalidade “tudo ou nada”, bateu a meta e tem a previsão de estar entre nós em dezembro desse ano!

Enquanto a HQ não chega, você pode ficar ligado no Instagram do projeto, e para mais informações, basta acessar a página delas no CATARSE. <3

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