No dia 18 de junho de 2018, a Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou que a transgeneridade foi retirada da lista de doenças mentais da Organização das Nações Unidas (ONU), porém ainda é considerada como incongruência de gênero, infelizmente continuamos mantendo a cisgeneridade como parâmetro de normalidade.

Pessoas transgênero enfrentam a invisibilidade social, violação dos direitos civis, pouco ou nenhum apoio familiar, dificuldades no acesso à educação, preconceito, e estes são problemas relatados pelo personagem Justin, do quadrinho homônimo publicado pela editora Nemo.

Durante a leitura acompanhamos situações cotidianas de Justin, a relação familiar e escolar, a chegada da adolescência e a descoberta da sua identidade.

Na infância, Justin sente desconforto ao ser tratado como menina, seu Professor de Educação Física pede para que a turma se separe por gênero, Justin fica no meio, incapaz de fazer uma escolha, após a aula sofre bullying no vestiário feminino.

Apenas na adolescência quando autodenomina-se mulher lésbica, conhece uma garota que lhe apresenta a palavra transgênero. Por medo da reação dos pais, Justin performa feminilidade através da vestimenta durante muito tempo.

Quando adulto, decide não ficar perto da família e vai morar em Paris. Lá conhece um novo grupo de amigos que o apoia e o incentiva, então dá início a acompanhamentos médicos para iniciar o processo de hormonização. Justin passa a se reconhecer no próprio corpo.

A autora francesa Anne-Charlotte Gauthier, trata de forma delicada um assunto complexo, dona de traços expressivos e de uma linguagem simples, Gauthier faz de Justin uma leitura agradável.

Você pode comprar o quadrinho na Amazon por R$27,60 em versão física ou R$18,87 em versão digital.

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