A crítica possui spoilers da sexta e atual temporada de Orange Is The New Black, portanto leia por seu próprio risco.

LITCHFIELD MÁX.

Após os três dias de uma intensa rebelião no presidio Litchfield causado pelas inúmeras injustiças do sistema carcerário, as coisas não terminaram bem para as detentas no final da quinta temporada. Separadas e enviadas a segurança máxima, as presidiarias se vem em um ambiente mais agressivo e intimidador, comparado ao presidio de segurança mínima na qual estavam durante esses cinco anos anteriores.

Orange Is The New Black, Netflix

Com as novas mudanças o relacionamento de Piper (Taylor Schilling) e Vause (Laura Prepon) é tradado de forma mais madura por ambas as personagens, que nessa fase já se veem prontas para maiores avanços no relacionamento. Contudo, não são mais o eixo da narrativa da série e dão espaço a personagens secundários, que trazem uma jornada cada vez mais complexa.

As consequências da rebelião chegam com mais impacto a Tasha Jefferson, Taystee (Danielle Brooks) que é acusada por incentivar a rebelião, junto a outras detentas como Red (Kate Mulgrew), Flores (Laura Gómez) e Maria Ruiz (Jessica Pimentel), que enfrentam uma série de acordos para resolução do caso.

Orange Is The New Black, Netflix

A situação de Taystee se torna mais delicada ao ser a acusada de assassinar Piscatella, e nessa jornada a personagem consegue evoluir de forma surpreendente como nas temporadas anteriores, em contraste ao regresso de Daya, que cada vez mais se complica com as adversidades do presidio.

O sexto ano traz a série de volta a premissa das primeiras temporadas e explora novamente a guerra de poder dentro da prisão, onde o interesse por ele é uma história que se iniciou há 30 anos pelas irmãs Carol (Henny Russell) e Barbara Denning (Mackenzie Phillips), que após conflitos e traições se veem separadas por blocos carcerários, e assim, dois times opostos. A guerra de gangues dos blocos C e D é protagonizada pelo sentimento de vingança, e a manipulação de detentas é muito explorada, como no caso de Madson.

Orange Is The New Black, Netflix

A rebelião causou diversos desafetos com alguns personagens, dentre eles os de Glória Mendonza (Selenis Leyva) e Maria Ruiz (Jessica Pimentel) pelo trato de acabar com a rebelião e Red (Kate Mulgrew) e Frieda (Dale Soules) pelo acordo de punição. As questões sobre as famílias formadas é um dos pontos mais notáveis, perguntando até onde você está disposta a ir por ela.

A temporada é marcada novamente pelos problemas tradando sobre justiça, o sistema carcerário e as condições em que vivem as presidiarias, indo além de sua história fictícia e abordando temas polêmicos como o racismo, privilégios e sobre imigrantes com a personagem Flores contrastada a de Piper, uma americana, em uma cena tocante no último episódio.

Orange Is The New Black, Netflix

A perspectiva da série é ampla nesse ano e é possível entender mais a evolução e o regresso da vida das personagens, principalmente a de Aleida (Elizabeth Rodriguez) em busca de soluções para unir seus filhos após sair da prisão e da agente McCullough (Emily Tarver) que passa pelo trauma causado pela rebelião, tanto na sua vida pessoal quanto na profissional.

Orange Is The New Black, nesse ano, apresentou uma temporada bem balanceada entre drama e comédia. Abordou assuntos polêmicos e diálogos espetaculares, despolarizando o anjo e o demônio dos personagens e mostrando que há um espaço onde se habita entre os dois e que uma partida de kickball pode se tornar algo bom para a convivência. A sétima temporada de OITNB deve chegar no primeiro semestre de 2019 pela Netflix.

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10 de setembro de 2017
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