Matéria realizada em parceria com Victor C. Aziago. Agradecimentos a IMM, Stephanie Mayorkis (EGG Entretenimento), e a Canivello Comunicação.

 

A Disney tem uma capacidade inacreditável de se conectar ao público por meio da magia, que trás em seus mundos e histórias, que encantam há 94 anos – 10 a mais do que o meme da Rose do Titanic! – gerações de crianças. Bom… por “crianças”, você pode incluir as faixas etárias de 1 a 115 anos! Afinal, quem não gosta de ouvir de vez em quando sobre príncipes encantados, abóboras que viram carruagens, animais falantes e final felizes?

O espetáculo da Disney ganha palcos de todo o mundo, através de adaptações muito bem executadas, e fiscalizadas. E o Brasil acaba de ganhar uma adaptação maravilhosa, e muito brasileira, de mais um clássico Disney: o musical A Pequena Sereia, que estreia no Teatro Santander amanhã, 30 de Março!

E como aqui, no QAG, temos uma equipe repleta de princesas Disney, que não baixam a cabeça para coroa não cair, fomos conferir um preview especial do espetáculo para trazer porquê você deve entrar IMEDIATAMENTE no site do Ingresso Rápido e garantir sua entrada.

 

Parecer do QAG

Mesmo antes de entrar no espetáculo, a nossa equipe tinha muitas inseguranças quanto à maneira como o espetáculo seria adaptado para o Brasil, levando em consideração a produção do musical da Broadway, The Little Mermaid.

Todo mundo sabe que a ambientação dessa história é aquática. Então, como seriam representados os movimentos em palco para que a obra não perdesse seu encanto e conseguisse conciliar a realidade com a magia Disney?

QAG QUIZ– A solução da Broadway foi:

A) Usar cabos de aço.

B) Colocar o público todo embaixo d’água para ser bem fiel ao original

C) PATINS.

Isso, você acertou. Patins!!!

 

Certo, você deve estar pensando: “Ah, mas é uma ideia boa, deslizar pelo palco nos patins deve dar uma fluidez legal…”. Bom, não foi bem assim. O espetáculo na Broadway não foi um grande sucesso de bilheteria e ficou pouco tempo em cartaz – comparado aos outros clássicos que estão há mais de 10 anos por lá – exatamente por não conseguir a conexão com o público. A ideia de colocar rodas nos atores acabou por deixar uma impressão meio desajustada, onde os peixes que nadam com graça e leveza, pareciam uma versão sem sentido de Ritmo Alucinante, só que debaixo d’água!

Tudo que conseguíamos pensar era “por favor, @Deus, rodinhas não”. E já na primeira música tivemos nossa expectativa atendida e superada. E não, não foi nada de efeitos especiais ou artimanhas malignas para surpreender o público.

 

A Pequena Sereia O Musical
“A Pequena Sereia – O Musical”. Fabi Bang interpreta a princesa Ariel e Tiago Abravanel como o “arretado” Sebastião. Foto: João Caldas/Divulgação

Já logo de cara, o musical nos coloca no fundo do mar com seu cenário, iluminação e figurinos, que nos remeteram diretamente à animação original de 1989. Foi surreal! E aí, quando a maravilhosa Fabi Bang, que interpreta a princesa Ariel, fala pela primeira vez, olha que ela nem tá cantando ainda, pronto… estamos totalmente imersos no mundo de “A Pequena Sereia”.

É claro que não podemos deixar de destacar as canções, que foram brilhantemente traduzidas pela dupla implacável de Mariana Elisabetsky e Victor Mühlethaler, e interpretadas de forma brilhante pelo elenco, que nos deixaram arrepiados dos pés à cabeça com cada nota que deram. Obviamente não podemos deixar de falar do papel mais que fundamental da diretora musical Vânia Pajares, que deu corpo, tom e melodia para as canções interpretadas, através de uma orquestra incrível.

O único ponto que nos deixou meio cabisbaixos, é o fato das músicas não serem as versões originais da animação de 1989, e isso não permitiu que nós cantássemos juntos, o que na verdade, acaba sendo um ponto bom para todos os outros espectadores. MAS, as músicas são extremamente fáceis de aprender e nós podemos apostar que você vai sair cantando os trechos de O Nosso Mar, enquanto dá uma sambadinha alá Sebastião.

Mas e aí… como eles se moviam afinal?” Muito simples: com dois pés, um trabalho de figurino incrível, por parte do genial Fábio Namatame, e um trabalho de corpo fantástico. É sério. Quando dizemos que nos ganhou pela simplicidade pareada com a grandiosidade, estamos tentando chegar o mais próximo possível do que sentimos ao assistir o preview. E para você entender melhor esse sentimento, só assistindo.

 

Disney com um jeitinho brasileiro!

Agora entra a parte mais incrível do espetáculo: é a primeira vez que a Disney libera uma montagem do musical de “A Pequena Sereia” sem que fosse necessário ser uma réplica da versão americana. Isso permitiu um crossover muito interessante de Disney com a nossa amada cultura brasileira.

A liberdade que a diretora do espetáculo, Lynne Krudziel-Formato, teve para a produção possibilitou a criação de uma Pequena Sereia muito mais brasileira. E o mais incrível é que ela diz que não criou sozinha, mas contava com a ajuda do elenco, que trazia sugestões e detalhes, que ela acabava incorporando ao espetáculo. “Eles são extremamente talentosos e criativos. E o que mais me impressionou e me fez sentir ‘em casa’ foi a paixão com a qual eles se entregavam nas cenas, totalmente abertos a tudo que propusemos”, diz Lynne sobre a qualidade dos atores brasileiros.

Essa parceria nos bastidores resultou em diversas “brasilidades” sem os estereótipos apresentados em outras produções da Disney (alo Zé Carioca, o papagaio malandro, é você mesmo). Desde um Sebastião com sotaque nordestino, até vitórias-régias para ambientação de alguns cenários, podemos perceber a representatividade brasileira.

 

Tiago Abravanel arrasa como Sebastião em “A Pequena Sereia – O Musical”. Foto: João Caldas/Divulgação

Afinal, mar tem em todo lugar. E modéstia à parte, o nosso mar é referência no mundo todo.

SPOILER: O Sebastião, que é interpretado pelo engraçadíssimo e talentosíssimo Tiago Abravanel, cita a pensadora contemporânea Mc Loma. Nos sentimos representados. #SEBRUTHIUS

 

É elenco que você quer? Então toma elenco!

Assim gente… não querendo enaltecer ninguém (mas já enaltecendo), mas que elenco brilhante! Quando participamos da coletiva de imprensa, todos os atores, diretores e associados foram de uma simpatia tremenda. Responderam todas as perguntas com perspicácia, foram simpáticos, receptivos e sem estrelismos. Foi uma experiência ímpar!

O mais incrível no fim das contas, foi entender que no palco eles são atores e cantores maravilhosos e que fora dos personagens eles continuam sendo seres-humanos espetaculares.

Dir. á Esq. Elenco: Andrezza Massei, Tiago Abravanel, Lucas Candido, Fabi Bang e Rodrigo Negreiro. Foto: Jairo Goldflus/Divulgação

Mas enfim, vamos ao que interessa: como esses atores se sentem interpretando um papel Disney? E ainda para uma história que se passa, grande parte, debaixo d’água?

Isso (movimentação) foi uma preocupação desde o momento das audições. A Lynne já solicitou essa movimentação que simula o ‘estar nadando’ […]”, fala a talentosa e receptiva Fabi Bang, que interpreta a nossa princesa Ariel, sobre a movimentação e o trabalho de corpo. Ela explica que fazer um personagem que não tem pernas é “um negócio meio doido”. Ela diz que o fato de Ariel não ter pernas, a faz ter que fingir que ela não as tem também! No processo, até os joelhos amarrados com um elástico ela teve! “Ela (Lynne) amarrou meus joelhos com um elástico, e eles ficavam bem grudadinhos e ela falava assim ‘agora anda’, ‘agora tenta’, ‘como é que você faria se você fosse assim, se você tivesse os joelhinhos presos?’ […] é um trabalho muito minucioso!

Em relação ao corpo também, é uma coisa engraçada! Eu sou uma atriz que eu preciso me ver. Então eu rendo muito mais quando você apaga luz, me joga no palco, do que em um ensaio, por exemplo. Eu preciso estar lá, sentir o corpo e sentir quem eu sou ali: sapato, peruca, cabeça!”, diz a brilhante Andrezza Massei, que interpreta a bruxa do mar, Úrsula, antagonista da história, mas que acaba ganhando o coração das crianças. “Muitas saem dizendo: eu quero ser amiga da Úrsula!”.

Fabi Bang como Ariel em cena com Andrezza Massei, a Úrsula de “A Pequena Sereia – O Musical”. Foto: João Caldas/Divulgação

Todo o elenco tem uma ligação muito íntima com essa produção da Disney, em particular. “É a primeira animação que tenho como lembrança”, diz o encantador Rodrigo Negreiro, que interpreta o Príncipe Eric na produção. Essa ligação afetiva que os atores têm com a peça é claramente transformada em combustível e em empenho para se fazer o melhor em palco.

Ah, e um detalhe: todo mundo lá é amigo. Segundo eles, a relação boa que eles têm, reflete diretamente no resultado da apresentação. “A gente se ama!”, diz o nosso simpático, charmoso e engraçado Tiago Abravanel, que interpreta o nosso siri favorito de todo o mar, Sebastião.

 

Tá esperando o quê?!

Remember: o espetáculo estreia Amanhã30 de março, no Teatro Santander, e os ingressos estão à venda no site do Ingresso Rápido, e variam de R$ 75 – 280 reais.

O espetáculo é feito pra toda a família e só não falamos pra você levar seu animal de estimação, porque se ele for um peixinho é capaz dele se sentir tão à vontade, que sairia nadando pelo ar.

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