Desenvolvido pela PolyKnight Games, InnerSpace tenta conquistar os fãs de jogos de exploração e mundo aberto zen como Abzû e Journey, mas tropeça consideravelmente no caminho.

innerspace screenshot 1

Sem Chão

A premissa do jogo é enquadrada de um jeito a primeira vista interessante. O jogador toma o controle de uma pequena nave (o Arqueólogo) e seu parceiro submarino (o Cartógrafo) enquanto exploram um mundo chamado Inverso. O próprio título e o Inverso já dão suas pistas de como o mundo do jogo funciona, uma vez que todas as “fases” ou áreas que você explora são grandes massas de terra rodeadas por água, como se a gravidade funcionasse ao contrário. É um efeito muito interessante e ao mesmo tempo desnorteante, uma vez que não existe ponto de referência do que é o “chão”.

Dito isso, os controles no começo não ajudam muito nesse sentido. Pra quem já está acostumado com controles de voo em outros jogos, os deste parecem anti-intuitivos e requerem uma certa adaptação.

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Navinha LSD

O gameplay consiste em navegar diversas áreas do Inverso e no processo acordar os espíritos anciões. Cada uma requer um método diferente para se resolver o que confere um elemento de lógica ao jogo, ainda que muito raso. Há pouca variedade de tarefas para se fazer e o jogo, apesar de curto, parece ser mais longo devido a isso. As opções de movimento da nave são poucas e não há muita flexibilidade ou curva de dificuldade prazerosa, o que só agrava essa sensação.

Colocando esses tropeços de lado, temos a arte e o som do jogo, que juntos são o grande ponto forte e atrativo. A música muda dinamicamente com os movimentos da nave do ambiente o que confere um aspecto quase experimental e matemático à trilha, com timbres de synth e piano. O visual do jogo, como falado antes, lembra muito Abzû e Journey, com muita ambiência, brilhos e cores saturadas, ainda que não no mesmo nível. A interface é limpa e gostosa, assim como os efeitos sonoros e sonoplastia abstrata. O terreno é povoado de máquinas estranhas e ruínas de civilizações antigas, que brincam com sua imaginação e trazem uma sensação de mistério.

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Conclusão

InnerSpace é uma experiência bela mas por vezes tediosa. A música e os visuais são de impressionar, mas tudo isso não consegue se sustentar devido à sensação de tédio e falta de propósito do resto. Se você for fã de jogos zen de exploração, é uma boa pedida caso esteja procurando algo curto para passar o tempo. Só não recomendo caso esteja procurando algo com gameplay mais profundo e variado.

Bateu uma onda zen!

6.5
Morno
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