Matéria feita em colaboração com Victor Aziago e Matheus Accioly

É difícil ser um gamer e não conhecer os jogos da Telltale. Há quem ame… Há quem odeie… Mas uma coisa é certa: é simplesmente incrível como o estúdio consegue pegar grandes franquias e transformar em um jogo de sucesso. O estúdio estourou mesmo com o aclamado The Walking Dead lá em 2012, que inclusive ganhou prêmios de Melhor Jogo do Ano, mas desde então já emplacou outros jogos de sucesso como The Wolf Among Us, Game of Thrones e até Batman. Na temporada atual, com Guardiões da Galáxia e a nova temporada de Batman, o estúdio nem tem feito mais tanto barulho, mas a equipe de games do QAG sabe que eles são bons e a gente separou 6 ideias de jogos que é só a Telltale por a mão que vai virar sucesso. Dá uma olhada!

[cbtabs][cbtab title=”Blade Runner”]

@joeymasonart

Com o segundo filme lançado há pouco tempo e uma grande campanha transmídia que acompanhou seu lançamento, com curtas de live-action e anime, não é difícil imaginar a TT assumindo um jogo com muito drama e exploração ambientado no universo Blade Runner.

A própria TT já brincou um pouco com franquias que envolvem investigação e ação de detetive, como Batman e The Wolf Among Us e também com franquias com diálogos mais pesados e analíticos, como em Monkey Island e GoT. Num jogo dentro do universo Blade Runner seria possível elevar esse conceito ainda mais, com um gameplay mais profundo de investigação e um mistério mais urgente e envolvente, fazendo jus à estética cyber-punk noir dos filmes.

Falando em estética, o visual icônico dos filmes combinaria muito bem com gráficos neon e toques de cellshading, o que seria uma novidade interessante dentro do que já vimos em jogos feitos pela TT. O lore é um prato cheio para novas histórias dentro do universo e novos personagens.

[/cbtab][cbtab title=”Metroid”]

@BLARGEN69

Já vamos jogar aqui um jogo muito improvável mas que precisa ser feito. Metroid é uma franquia muito boa com uma história muito rica, mas um problema muito grave: a história quase nunca é contada dentro dos próprios jogos. Fã de Metroid é sofredor e tem que correr atrás mesmo. Tem que pegar manual antigo, mangá que só saiu no Japão, as poucas cutscenes no jogo… A única vez que a Nintendo decidiu contar explicitamente a história no jogo, em Other M, foi um pequeno fiasco. Mas isso foi porque a Team Ninja não sabe o que faz, a Telltale sabe muito bem. A versão da Telltale poderia se chamar Metroid: Adrift e se passar logo depois de Metroid Fusion, o último jogo da cronologia da história.

Os jogos da TT tem se limitado bastante em gêneros para contar suas histórias e isso mudaria em Metroid onde o foco seria o terror. O primeiro jogo de Metroid foi inspirado pelo filme Alien e nada mais justo que buscar inspiração neste mesmo filme para dar continuidade para a história. Percebendo a asneira que fez em Metroid: Samus Returns, a caçadora de recompensas decide que é a hora dos Metroid voltarem para o equilíbrio do ecossistema. Eles são os únicos predadores do Parasita X e por isso são necessários. Samus reune um grupo de cientistas da Federação Galática para que eles clonem novos Metroids, mas os pede para alterar seu código genético para que ele se alimente exclusivamente do Parasita X para evitar uma crise. Os experimentos estavam correndo bem, até que a nave é atacada e fica sem energia liberando o Clone Metroid antes do tempo.

O jogo então se comportaria como um jogo de terror com várias reviravoltas, segredos de corrupção da Federação Galática e um único Metroid caçando e assassinando toda a tripulação. Ia ser necessário uma equipe de personagens originais bem carismáticos que fizessem você se pensar nas suas ações duas vezes para que um deles não acabasse morto. Fazer um jogo de Metroid nos moldes da Telltale não seria muito simples, mas é só acertar a personalidade badass da Samus que o resto se ajeita.

[/cbtab][cbtab title=”Dr Who”]

Preciso nem falar no enorme potencial de uma aventura exclusiva dentro do universo de Dr Who, que seria um prato cheio para os roteiristas e para a direção de arte de um jogo.

Com tantos personagens icônicos e inusitados, não é difícil imaginar um jogo point-and-click no estilo cômico de Day of The Tentacle e Monkey Island ambientado no universo do Dr, com uma veia de ação e ficção científica. Dá até pra imaginar os episódios do jogo começando e encerrando como um episódio da série, com direito a música tema e letreiro de introdução e tudo.

É díficil até conceber o fato de que até o momento nenhum jogo no estilo foi feito fora da série, com tanto potencial para histórias originais, com referências sutis a episódios do programa de TV e aparições especiais de personagens memoráveis.

[/cbtab][cbtab title=”Stranger Things”]

Arte por Kali

O fenômeno da Netflix não poderia ficar de fora da lista. A história sobre um grupo de amigos, transitando pela nostalgia dos anos 80, tentando resgatar seu amigo desaparecido Will, ao lado da misteriosa Eleven; é o roteiro perfeito para um jogo Telltale. Consigo imaginar a trama da base do governo, ambientando o passado da garota, assim como a origem do mundo invertido – pensando bem vou além disso. E se a empresa de jogos de narrativa explorasse os outros números desta matemática super poderosa?

Na segunda temporada do show tivemos um vislumbre de outro experimento, Kali, ou também “008”. Ela não levita furgões, nem troca de canal com um piscar, mas basta sangrar pelo nariz que ela faz você ver alunicações. O jogo de Stranger Things poderia trazer rotas em que você conhece cada uma as outras pessoas que foram tiradas de seus lares e ganharam habilidades especiais. Ou até mesmo uma jornada de Eleven procurando seus “irmãos” perdidos.

Só sei que seja qual for o plot, o adorável Dustin tem que ser um personagem jogável. Melhor, façam logo um jogo inteiro só dele!

[/cbtab][cbtab title=”The Wicked + The Divine”]

Imagine que os ícones do pop são deuses. Que as multidões que lotam estádios e festivais na verdade estão rezando para divindades enquanto cantam. Na premiada HQ The Wicked + The Divine a cada 90 anos os deuses encarnam em corpo humanos, e buscam a adoração dos mortais em shows e através da mídia. Porém, em dois anos eles morrem fechando o ciclo. Quase a realidade do mundo pop não?

Criado pela dupla Kieron Gillen e Jamie McKelvie, que vem revitalizando os X-Men e os Jovens Vingadores desde 2013, a novel vem ganhando muito fãs. A trama envolta de mistérios mostra que mesmo os deuses correm perigo, conspirando uns contra os outros pelo poder. Além disso, cada volume é carregado de emoções e situações cotidianas, que nos ligam com os personagens. Cada deus é construído para se assemelhar a um cantor famoso, trazendo trejeitos e referências a artistas como Kanye West, Florence Wench (Florence + The Machine), Lady Gaga, Rihanna e Bowie.

A Telltale já adaptou uma HQ antes, o incrível The Wolf Among Us, concorrente ao GOTY. The Wicked + The Divine possui a mesma qualidade e profundidade, que criaria uma jogatina viciante, com muitas reviravoltas a cada episódio; sem contar a beleza da arte que pularia na tela hipnotizando o jogador.

[/cbtab][cbtab title=”Star Wars”]

@PatBanzer

Enquanto a Disney não lança a tão aguardada série de Star Wars que eles tanto prometem, está mais do que na hora de a Telltale criar uma história original no universo de Star Wars. Já aproveita que a Disney está furiosa com a EA depois do fiasco que foi Star Wars Battlefront II e tira a franquia das mãos deles.

O universo de Star Wars é muito rico e dá pra fazer muita coisa dentro deles, mas temos que concordar que o período mais interessante a se explorar neste momento é o que aconteceu entre O Retorno de Jedi e O Despertar da Força. Muitos livros já exploraram alguns eventos que aconteceram entre os filmes, mas uma série de três temporadas ajudaria ainda mais a consolidar tudo.

Poderiam ser introduzidos personagens inéditos com participações de veteranos como a Senadora Leia e o mais do que obrigatório Wedge Antilles. A história poderia até seguir personagens que só vimos nos livros, como o elenco incrível da trilogia Marcas da Guerra. Conhecer mais sobre o Supremo Líder Snoke também seria uma boa. A história poderia até não seguir nada que esperamos e só nos surpreender mais uma vez como em Os Últimos Jedi.

O importante mesmo é que esse jogo aconteça e que seja um pisão na cara da EA para ela aprender o que é um bom jogo de Star Wars de verdade.

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