Utopia
A capa do álbum onde Björk usa maquiagem da drag queen Hungry

Há dois anos Björk encarava um momento de tragédia pessoal, o divorcio do seu casamento com Matthew Barney. Como consequência do processo de separação, a cantora lançaria o que seria o seu mais pessoal álbum, Vulnicura. Dois anos depois, no dia 24 de novembro, Björk trouxe ao publico o que ela chamou de seu “álbum tinder”, Utopia.

Aprofundando ainda mais sua parceria com o cantor e produtor Arca, parceria essa que começou meses após o processo de criação de Vulnicura. Em Utopia, a junção dos dois começou desde o incio do projeto. A cantora relatou que o desenvolvimento de tudo foi muito orgânico, sendo esse novo álbum uma visão otimista do futuro. A islandesa ainda disse que leu sobre utopias, desde literaturas até abordagens acadêmicas ao longo da história.

O album tem incio com Arisen My Senses, uma explosão de camadas que organiza o tom do album, mostrando a faceta otimista e futurística do som.  A faixa é sem duvidas um dos grandes highlights do álbum. Arisen também mostra que o casamento Björk/Arca é extremamente frutífero.

O registro segue com Blissing Me e The Gate, segundo e primeiro single lançados, respectivamente. The Gate é a canção perfeita para primeiro single, sua sonoridade serve como transição entre o peso emocional de Vulnicura e a leveza e otimismo de Utopia.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=RIGgn1s3AvI]

UtopiaO álbum apresenta uma intrincada variedade sonora. A sua base vem de uma orquestra de flautas, instrumento que introduziu Björk a musica. Compondo a paleta sonora também existem uma variedade de sons de passaros. É interessante perceber que os sons de aves se assemelham as flautas, como se fossem uma versão orgânica dos instrumentos.

No álbum também existe a presença do coral islandês que a cantora foi membro na infância. As batidas ficam a cargo de Alejandro Ghersi, O Arca. As produções eletrônicas do artista colombiano complementam a atmosfera do álbum, trazendo uma urgência as musicas. Alem de Arca, também trabalharam no registro o produtor Rabit na faixa Losss e a compositora Sarah Hopkins, que trabalha com instrumentos incomuns, como o seu “Harmonic Whirlies” na faixa Features Creatures.

UtopiaFuturo

Utopia é sem duvidas um registro grandioso. Björk explora camadas sonoras, batidas diversificadas e uma mescla de sons orgânicos para traduzir sua visão de um futuro paradisíaco. Dentre as catorze faixas temos resquícios do divorcio da cantora, como em Losss e a faixa Sue Me, sobre o processo de guarda da sua filha Isadora.

Future Forever é a canção que encerra o álbum. Em vibe solar Björk canta sobre construir um futuro melhor para si e para os outros. Um álbum coeso dentre tantas camadas, Utopia apresenta o que há a frente para a cantora. Depois de produzir musicas das mais diversas formas, fica claro para o ouvinte que ainda existe espaço para inovar. Björk certamente tem um futuro promissor a sua frente.

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