Gal e Preta em cena do clipe de "Vá Se Benzer"
Gal e Preta em cena do clipe de “Vá Se Benzer”

Sou eu que nasce devendo, que corre. Que é gueto, que é gay, que é pobre. Homem e mulher

Assim declara na letra de Vá se Benzer, parceria com a cantora baiana Gal Costa. Direto do novo álbum Todas as Cores, Preta Gil não quer se calar. O clipe representa o que ela traz no novo álbum: a voz de diversas pessoas, todas diferentes, em suas cores, sexo e vivência, lutando por liberdade.

Preta Gil em Vá Se Benzer
Preta em meio a diversidade de pessoas

Preta e Gal soltam a voz, em lindos cenários, em meio a pessoas pintadas de dourada, se tocando, e enfrentando o preconceito. Tudo, desde a letra, até as cenas do clipe, trazem referência a intolerância religiosa, e o ódio nas redes sociais.

Gal Costa em Vai Se Benzer
Gal se depara com um altar do “like” e “dislike”. Referência a cultura da internet.

Em entrevista, Preta afirmou que demorou para se ver como cantora. O peso da carreira de seu pai (Gilberto Gil) a afastou um pouco da música, mas ela encontrou na arte seu refugio. Bissexual assumida, ela sempre abraçou as causas LGBTQ. Inclusive, convidou Pabllo Vittar para cantar consigo a faixa Decote.  Por outro lado, Gal, amiga de Gil, e membro Tropicália, também tem história na resistência. Lutou contra a censura vinda da ditadura, e até hoje é forte influência na música brasileira.

meanwhile…

A fusão das duas vozes é potente, unindo num grito contra a hipocrisia inquisidora. Nos últimos meses, o mundo parece ter se tornado mais retrogrado. Vide, o pequeno conflito que aconteceu devido a palestra da filosofa Judith Butler. Seu estudo sobre gêneros causou um pequeno conflito entre dois lados de protestantes: religiosos fundamentalistas e pessoas que apoiavam o estudo de Butler. O palco foi uma palestra realizada pela Universidade de São Paulo sobre identidade de gêneros.

Esta situação só mostra como cada vez mais a religião tem se embrenhado na opinião pública, tirando o estado laico do nosso direito civil. Músicas assim, como de Preta Gil e Gal, são uma voz de resistência ao grito de opressão de vivemos.

Clipe de Vá Se Benzer
“Quem é você?”

Como elas cantam: “Vá se benzer. Não banque o santo. Eu não pareço com você. Não acredito no que vejo na tv. Meu sangue é forte, de origem nobre. Negro, branco, índio eu sou“.

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