A Babá (The Babysitter)                                                 


Tipo: Filme / Streaming  – Gênero: Terror / Trash / Adolescente – Estúdio: Netflix


Elenco: Judah Lewis, Samara Weaving, Robbie Amell, Hana Mae Lee, Andrew Bachelor, Bella Thorne

Diretor: McG – Roteiro: Brian Duffield


 

Poster de A Babá (The Babysitter)

A Babá é um filme que você não esperava este ano. O pontapé inicial da Netflix para o Hallowen é uma obra de terror juvenil. A Equipe do QAG assistiu na esperança de levar uns sustinhos, e iremos contar a vocês exatamente o que sentimos.

O roteiro é bem simples nas verdade. Cole, um desajustado garoto, tem a amizade da garota mais popular da escola, e também é sua Babá nas horas vagas. Além de linda, Bee, é inteligente, voraz, insana, sedutora, gosta de ficção cientifica e faroeste. Em uma noite atípica, Cole decide espiar sua babá e descobre que ela lidera um culto satânico, bem em sua sala de estar. Cabe então a ele sobreviver a uma noite infernal, até que seus pais voltem pra casa.

 

 

E o terror termina bem ai. Assistindo ao prólogo do filme é possível ver referências á clássicos da sessão da tarde. O decorrer não foge disso, porém seguindo passos dos trash de terror dos anos 80. Durante o filme, me veio a cabeça que A Babá seria o filho perfeito de John Hughes (Clube dos Cinco, Esqueceram de Mim) e Sam Raimi (A Morte do Demônio). Arquétipos clichês de adolescentes americanos, status quo, o garoto nerd que se apaixona pela garota mais linda. No lado terror a orgia de sangue, facas afiadas em punho, perseguições que levam a lugar nenhum.

Bee (Samara Weving) confrontando Cole (Judah Lewis)

Tudo isso tende ao fracasso? Sim, mas McG soube usar a seu favor. O diretor esteve por trás de muitas séries que abordam os dois temas: Supernatural, The OC, Chuck, inclusive o gostosinho filme Duff. O forte dele é fazer projetos despretensiosos, que satirizam os gêneros. A Babá usa dos clichês do juvenil e terror, mas zomba deles a todo momento. Mesmo que seja tudo tão previsível, é possível tirar cenas que te farão rir, se empolgar e pular da cadeira.

Mas o que mais se destaca no filme não é proposta de assustar o público. A química do iniciante Judah Lewis e da excêntrica Samara Weaving levam tudo a outro nível. É divertido ver a evolução de Cole durante a obra. Judah nos convence como garoto inocente, que tenta sobreviver a uma noite infernal, sem perder sua essência. É como ver Ferris (Curtindo a Vida Adoidado) se metendo em encrencas bem maiores, e terminando como o Ash (A Morte do Demônio). Por outro lado Samara é deliciosa e louca. Senti nela uma jovem Eva Green com os hipnotisantes olhos de Emma Stone. Ela consegue ser a garota linda, mas também a maluca assassina. Você se divide em temer e amar Bee. Quando os dois estavam juntos em cena, era impossível tirar os olhos da tela. Foi inevitável nutrir um crush por ela. SAMARA É DEMAIS!

A Babá (The Babysitter)
Samara Weaving e Bella Thorne na clássica cena de beijo lésbico

Guardem esses nomes: Judah Lewis e Samara Weaving. Mesmo com a maldição do terror, que enterra muitas carreiras de atores, eu prevejo um futuro promissor para estes dois. O restante do elenco cumpre seu papel, mas não tem destaque suficiente na tela. Bella Thorne foi vendida como a atriz mais relevante do elenco, mas foi a típica gostosa burra e alívio cômico. Hana Mae Lee continua sendo a garota creepy de Pitch Perfect. Robbie Amell é o boy toy descamisado que só serve de decoração. E Andrew Bachelor é maior dos arquétipos, repetindo piadas raciais batidas.

 

Conclusão

Por fim, se você procura um filme despretensioso, nem terror, mas também não muito comédia. Se procura um Esqueceram de Mim que termina com mais do que fraturas para os bandidos. Se procura uma obra divertida, com uma pitada de gore e clichê, eu indico A Babá. Se quiser algo pra tirar seu sono á noite, indico ver outra coisa mesmo.

A Babá é um filme de terror trash juvenil que ninguém esperava, mas que é bom de assistir.

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