BGS é sinônimo de empolgação. A maior feira do mercado de vídeo games da América Latina é motivo de comoção de milhares jogadores. Pessoas desembarcam em São Paulo, vindos de todos os lugares do País, e até mesmo do mundo, para ficarem próximos de seus ídolos, testarem alguns jogos, e  conferir novidades.

Não faltou jogos exclusivos, lançamentos, grandes nomes da indústria (Kojima! Kojima!), e espaço suficiente para convidar dezenas de expositores. Xbox e Playstation, as grandes titãs do evento, rivalizavam amigavelmente lado a lado, disputando quem atraia mais visitantes. Activision e Ubisoft foram os estúdios que mais investiram em exposição. A empresa canadense foi um show a parte, dividindo seu stand em ambientações; do Egito Antigo, para o interior dos EUA. Tinha até uma mini arena de disputas ao vivo, e uma competição animada de Just Dance.

Público buscou testar os últimos lançamentos e promessas dos jogos

Mas o que sentimos nesta edição do evento? Garantia. Guarde essa palavra.

Depois da peneira da E3 e GamesCon, não sobrou muitos títulos novos para serem divulgados no Brasil. Estamos conquistando espaço lentamente, mas ainda não temos uma feira exclusivamente de coisas frescas. Andando pelo Expo Center Norte o clima é de déjà-vu. Em meio a jogos ainda em pré-lançamento, os stands estavam cheios de títulos já lançados. Cuphead, Sombras da Guerra, Destiny 2, Fifa 18 e Horizon Zero Down, foram exemplos de jogos que vieram direto das lojas pra BGS. O público teve a chance de jogar os últimos sucessos lançados neste ano.

Os jogos novos eram poucos, mas presentes e marcantes. As promessas do evento foram Assassin’s Creed Origins, Far Cry 5, Just Dance 2018, South Park: A Fenda Que Abunda A Força, todos da Ubisoft; Call Of Duty: WWII; Gran Turismo Sport; Detroit: Become Human; e as versões de console para Monster Hunter: World e Playerunknown’s Battlegrounds.

Fora do miolo do centro de exposições, grandes empresas disputavam pela atenção do público. Mais de 20 empresas – não ligadas ao mercado de jogos – eram a maioria no evento. Lojas, marcas de computadores, e o setor de serviços estavam presentes, se disfarçando em meio aos estúdios. Mas tudo isso fazia parte do show.

Lembram-se da palavra que eu disse lá em cima? Garantia. A BGS10 tinha um tema: Manter o mercado de jogos. Após alguns embargos, saída de empresas do Brasil, mudanças na política e economia, o mercado de jogos ficou instável. Estúdios brasileiros promissores fecharam sem ter dado vida a seus jogos. Além disso não restou na agenda global de lançamentos uma quantidade grande de novidades para serem exploradas aqui. O objetivo foi trazer empresas que pudessem patrocinar o evento e manter as portas abertas por mais um ano. Manter o espírito dos jogadores vivo.

BGS recebeu “gamers” de todas as idades e gêneros

O público veio pelos jogos, mas se divertiu ou comprou com expositores que não estão no mercado de games diretamente. E isso não é ruim. As empresas que aqui estavam tentaram não ser agressivas na sua presença. A Casas Bahia, uma das maiores vendedoras de consoles do Brasil, preencheu seu stand com bons títulos e teste de desempenho. Uber e Vivo organizaram disputas e campeonatos. A BGS queria que o o show continuasse focado nos jogos, mesmo que dependendo do ombro amigo de outros setores.

A BGS se garantiu: tivemos boas surpresas, apesar das decepções, mas tudo fluiu bem. Nomes ilustres, um clima divertido, estrutura fantástica. O evento foi marco de abrangência, recepção e desempenho. Mesmo com percas (Nintendo), o evento manteve o que já havia conquistado, e agora torcemos para que a qualidade apenas cresça.

Só me faça um favor BGS: KOJIMA? FOI ISSO?

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