Os remakes de clássicos do cinema estão cada vez mais populares. Desta vez, o escolhido para ganhar uma nova versão foi IT – A Coisa, baseado no livro de Stephen King e que já era famoso no cinema pelo palhaço Pennywise desde 1991. A nova adaptação da obra de Stephen agora se torna uma franquia, sendo esse o primeiro capítulo. O segundo está programado para 2018.

O filme conta com um elenco de pura fofura com a gangue dos Losers (perdedores), que incluí Jaeden Lieberher no papel principal e Bill Skarsgård na pele de Pennywise.

Em suma, a história contada é de um grupo de amigos que desconfiam do desaparecimento de diversas crianças na cidade onde eles moram (Derry) e descobrem que todos esses sumiços estão atrelados ao palhaço.

IT segue a temática de terror de forma bem interessante, levando em consideração as atuais obras cinematográficas baseadas em sustos rápidos e uma história morna até o fim. Desde o início, a partir do desaparecimento de Georgie, tudo se baseia em tensão e nervosismos, mas sem dispensar os sustos causados pelo palhaço. Mas apesar de um filme desse gênero exigir grande cuidado nos efeitos especiais, ele peca e em certas cenas se torna algo desconfortável e cansativo aos olhos do espectador.

Mesmo com alguns deslizes, Bill Skarsgård consegue segurar o medo e faz uma excelente atuação no papel do palhaço. Sua feição e a desenvoltura durante as falas nos faz acreditar que não haveria qualquer outra pessoa capaz para o papel. Além disso, o ator ainda nos deixa com mais medo ainda quando força seus olhos a ficarem estrábicos sendo um de seus olhos focado para o espectador e o outro para o personagem na cena.

Além do terror e suspense causado por Pennywise, o roteiro traz o Losers Club de volta e dessa vez a menina do grupo é interpretada por Sophia Lillis. É quase impossível não notar a atuação da garota, uma vez que ela faz um papel muito importante na trama. A representatividade mostrada pela garota e a forma como ela lida com os problemas enfrentados pelo grupo nos faz remeter até mesmo a Eleven de Stranger Things. E por falar na série, Finn Wolfhard, chega com tudo com seu alívio cômico nas cenas mais importunas. Apesar disso, em certos momentos o personagem acaba sendo chato e cansativo, pela falta de seriedade enquanto o resto do grupo está focado em encontrar o palhaço e resgatar o irmão de Bill.

Mesmo com alguns problemas técnicos e pouquíssimas falhas no roteiro, o filme é uma obra prima muito bem dirigida, com efeitos sonoros incríveis e que te deixam sempre ansioso, mas com medo da próxima cena. Apesar do filme ser dividido em dois capítulos e diversas questões ficarem em aberto para o próximo, vale a pena assistir e tirar suas próprias conclusões quanto ao de 1991 e à obra original de Stephen King.

E você? O que achou da nova adaptação de IT?

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