Assisti ao filme Valerian e a Cidade dos Mil Planetas e darei minha opinião.

O filme é lindo! Isso precisava ser dito antes de qualquer coisa: Visualmente o filme é maravilhoso.
E com isso esclarecido, vamos seguir adiante.

Não! Não é mais um Star Wars.
Valerian foi baseado na HQ francesa Valérian et Laureline de 1967. Esse era um dos quadrinhos favoritos do diretor Luc Besson, ele inclusive assume que tinha um crush na Laureline (o que explica um pouco a forma como ela é trabalhada no filme).
Seguindo a mesma linha visual já adotada em O Quinto Elemento, o diretor nos leva a viajar pelo universo. Aí vamos conhecendo novos planetas e alienígenas, misturando boas cenas de ação com diálogos que não são tão bons assim.

 

O filme começa com uma sequência maravilhosa que mostra a criação de Alpha, a cidade dos mil planetas, desde que era uma pequena estação espacial com a chegada dos primeiros astronautas de outra nação, passando pela chegada dos primeiros alienígenas. Por fim tornar-se praticamente um planeta que abriga milhares de espécies. Tudo isso ao som de Space Oddity, de David Bowie.

Se a cena de abertura é deslumbrante, o resto do filme deixa um pouco a desejar.

Enquanto na HQ, Valerian e Laureline (no filme interpretados por Dane DeHaan e Cara Delevingne) são agentes espaço-temporais de elite chamados para solucionar problemas graves por todo o universo e história (eu ouvi Doctor Who?), o roteiro não deixa muito claro porque eles são assim. Também não cita a possibilidade de viagem no tempo (?), mas a deixa implícita. No filme eles são uma dupla com ranking militar, que vivem em uma tensão romântico-sexual mal resolvida. Somos jogados na história deles sem compreender muito bem sua função. Ou seja, o cenário tem mais história que os protagonistas.

A história contada é fraca, mas divertida. Um bom filme de ação para se divertir. O “plot-twist” é óbvio desde o início e, como já disse, os diálogos são fracos.

Um elemento que me incomodou MUITO durante todo o filme é a dinâmica entre Valerian e Laureline. O romance tolo bate num assunto que já deveria ter sido deixado para trás: a mulher certa pode endireitar um homem. Aff, sério? 2017 e ainda estamos nisso.
O filme tenta passar uma visão feminista, mas é claramente roteiro de um homem tentando protagonizar o feminismo. As frases da Laureline tentando se provar como mulher são forçadas e ela passa o filme inteiro repetindo o que é uma mulher, como funciona uma mulher. A tentativa foi legal Luc, a gente agradece, mas na próxima chama uma mulher pra consultoria porque deu ruim. De nada.

Entendam, isso não faz do filme ruim, mas ele tem diálogos que parecem ter vindo de um filme de dez anos atrás. Hoje temos um protagonismo feminino crescente em filmes desse estilo, com personagens bem melhor trabalhadas (Star Wars, oi?).

Um

dos motivos que levou muitas pessoas ao cinema foi a participação da cantora Rihanna como a alien Bubble. A cena em que ela aparece é linda (Luc Besson deveria muito se especializar em dirigir vídeo-clipes. Queria muito!) e a personagem, dentro dos padrões pouco elevados do roteiro, é uma das mais interessantes. Mesmo não sendo fã da cantora, gostei muito de sua participação. E para quem é fã fica a dica: assistam! Vale, nem que apenas pela coreografia dela.

 

 

Em resumo: é um filme muito bonito. Um sci-fi / ação divertido. E se você gostou de O quinto elemento provavelmente vai gostar de Valerian e a cidade dos mil planetas também.

Show Full Content
Previous Halsey desabafa no clipe de Bad At Love
Next Super Nintendo Classic Edition chegará ao Brasil
Close

NEXT STORY

Close

Lucas Lucco e Pabllo Vittar nos levam para seu “Paraíso”

28 de janeiro de 2018
Close