A Netflix parece ter encontrado um nicho de mercado que deu certo: abordar em suas produções originais de filmes e séries temas que são atuais e do cotidiano das pessoas. Essa nova tendência já trouxe diversos sucessos de público e audiência como é o caso de 13 Reasons Why, Okja e To the Bone.

Desta vez, a gigante de streamings resolveu entrar no universo do autismo com a série Atypical que estreou na plataforma no começo deste mês (11/08). De uma maneira sutil e em apenas oito episódios de 30 minutos, a série acompanha a história de Sam, um garoto autista de dezoito anos e os desafios que ele enfrenta na escola, vida amorosa e profissional por causa de sua condição.

O Transtorno do Espectro Autista (T.E.A) – mais conhecido como autismo, muitas vezes é mal compreendido pelas pessoas, o que acaba dificultando o relacionamento e o desenvolvimento de vínculos afetivos.

Esse é justamente o ponto abordado por Atypical: muito além de aprender os nomes politicamente corretos ou mostrar que existem terapias disponíveis – é necessário entender como as pessoas funcionam e como podemos lidar com elas.

Você provavelmente conhece ou já conheceu alguém na vida que tivesse algum espectro de autismo, ainda que você ou a pessoa não soubessem, inclusive a estimativa é de que haja em torno de dois milhões de casos de TEA distribuídos pelo Brasil, e daí a importância de ter este assunto sendo disseminado e divulgado: conhecer e respeitar quem é diferente, porque isso também é ser normal.

Acredito que vale muito à pena assistir essa primeira temporada de Atypical porque além de trazer à tona um conteúdo muito importante, tudo é feito com muito humor e de forma graciosa: a história te prende do início até o fim e você será capaz de dar muitas risadas, ficará apreensivo e se envolverá com todas as personagens.

Além de discutir sobre o T.E.A, Atypical vai muito além quando fala também da questão do bullying e problemas secundários que acabam acontecendo na vida do adolescente como fobias, ataques de pânico, isolamento social, entre outros.

Se você ainda não se convenceu do que estou falando, confira aí embaixo o trailer da série e depois pode nos deixar um comentário sobre o que achou:

Para quem está com medo da série se tornar cansativa por ter uma premissa específica, já lhes adianto que isso não acontecerá em Atypical, porque além de Sam, também é dada uma profundidade maior para as personagens que os cercam – o que torna a história ainda mais interessante!

Só para dar um gostinho sobre alguns dos outros papéis que encontramos na série: temos também a mãe super protetora, o pai que tenta ser presente mas nem sempre foi, a irmã que sempre foi “negligenciada” pela família e a psicóloga que enfrenta os próprios desafios fora das consultas.

Resta-nos saber agora se ela será renovada para uma segunda temporada ou se irá parar por aqui, de qualquer forma eu estou bastante curioso pela continuação desta trama. E você, já viu?

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