Há um ano atrás, mais ou menos, comprei um punhado de livros, mas as obras tinham um diferencial de todos que já comprara na vida. Todos os títulos eram “romances gay”, e One Man Guy, do autor Michael Barakiva, foi um desses romances que adquiri.

One Man Guy, é um romance juvenil. A trama central é sobre Alek um garoto de 14 anos, descendente de armênios, descobrindo sobre sua sexualidade, enquanto lida com as tradições e os problemas da sua família. O garoto ainda lida com o dilema “o que se tem que fazer” e “o que se quer”. Apesar das personagens principais serem adolescentes, é possível se identificar com a trama do livro, pois são situações que vivemos no dia a dia, em qualquer idade.

Apesar de toda inocência que Alek carrega, é por Ethan, o bad boy repetente da escola que ele se apaixona. Ainda que soe muito clichê, e até um pouco piegas, o casal foge desses adjetivos, e provam ao leitor que eles merecem uma atenção maior. O romance entre os dois fluem de forma tão natural, que acabamos de certa forma sentindo aquelas borboletas no estomago, como se fosse um relacionamento nosso ali nascendo.

Além do casal, ainda somos apresentados a Beck, amiga e confidente de Alek. A menina é uma amante de filmes, viciada em refrigerante Dr. pepper diet e é ainda uma patinadora excepcional. As cenas mais cômicas ficam por conta dela, já que ela fala o que tem que ser dito, e faz o que quer, sem dar muita atenção para o que os outros vão achar.

Para além disso, o livro ainda tem um contexto histórico muito rico, já que os pais de Alek seguem a risca as tradições armênias, além de sempre lembrarem os filhos quem são e de onde vieram suas origens. A obra trata sobre o genocídio armênio, além de curiosidades sobre a cultura, e até mesmo a culinária armênia se faz presente, e de forma bem detalhada. Inclusive no fim do livro, o autor escreve a receita de um prato armênio. A historia está em quase todas as cenas do livro de uma maneira interessante, e não entendiante. Por vezes você sente vontade de saber mais sobre. O livro inclusive faz uma citação a Kim Kardashian, que tem descendência armênia.

O livro ainda faz menção ao cantor Rufus Wainwright, que inclusive participa de uma das cenas do livro. Uma curiosidade sobre, é que o titulo da obra é nome de uma das músicas de Rufus. One Man Guy é uma das músicas que embala o casal Alek e Ethan.

One Man Guy tinha tudo para ser só mais um romance cheio de clichês, porém ele consegue surpreender. Julguei o livro pela capa achando que seria um romance infanto-juvenil, mas deparei com situações que ainda vivo atualmente, mesmo depois de muito tempo nessa “estrada gay”. A trama é muito mais que só dois jovens se relacionando, é responsável e rica em conteúdo. A leitura é leve, mesmo quando tem tudo para ser arrastada e entediante. Creio que seja quase impossível terminar de ler sem de alguma forma se apaixonar pelo casal Alek e Ethan.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Título: One Man Guy
Autor : Michael Barakiva
Editora Leya – Ano 2015

 

 

 

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